Quando você tem vergonha de pedir a Deus outra vez
“Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”
Prometeu a Deus que ia mudar. Falhou. Pediu ajuda de novo e voltou a falhar. Agora, quando pensa em orar, sente que já gastou todo o crédito. Que voltar a pedir seria abusar.
Esta vergonha afasta muita gente da oração precisamente quando mais precisa dela.
A graça não tem contador
Hebreus 4:16 diz: cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça.
Repare no convite. Não pede prova de valor nem um histórico limpo. Se fosse preciso merecer, já não seria graça, seria contrato. A misericórdia existe precisamente para quem falhou.
Confiança não é arrogância
Há duas formas de chegar a Deus. A arrogância chega a dizer que merece. A confiança chega a reconhecer que não merece, mas que quem recebe o pedido é fiel. Quando hesita em orar por vergonha, está, sem perceber, a confiar mais na sua falha do que na fidelidade de Deus.
Pense num pai cujo filho quebrou uma promessa. O pai não finge que nada aconteceu, mas também não fecha a porta. A responsabilidade continua. A porta também.
Como recomeçar a conversa
Não é preciso um discurso preparado. Basta algo como: Senhor, falhei outra vez, mas preciso de falar contigo. Essa honestidade já é oração.
Fingir que nada aconteceu não ajuda. Afogar-se na culpa também não. Reconhecer a falha sem se afundar nela é o caminho de volta a uma conversa que nunca devia ter parado.
Quando a vergonha fala mais alto
O erro mais comum é confundir vergonha com impedimento. Sentir-se indigno é humano. Deixar que esse sentimento se transforme em silêncio prolongado é permitir que ele decida algo que a graça já resolveu. Se a voz tremer, ore assim mesmo. Deus não avalia a eloquência. Uma frase hesitante vale mais do que o silêncio.
Como viver isto hoje
Oração
> Senhor, temos vergonha de voltar depois de tantas promessas quebradas. > Ensina-nos a chegar com confiança, não porque merecemos, mas porque a Tua graça não se esgota. > Recebe hoje o nosso pedido, mesmo que a voz trema.
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